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Sacolas de plástico: Heroínas ou vilãs?!

As sacolas plásticas surgiram no final da década de 1950 sendo motivo de orgulho das redes de supermercados e símbolo de status entre as donas-de-casa.

Porém, meio século depois elas se tornaram motivo de discussão.

O plástico é altamente poluente e as sacolas levam cerca de 300 anos para se decomporem. O que nos leva à conclusão de que o melhor seria aboli-las dos supermercados. Mas não é tão simples.

Em todo o mundo são produzidos 500 bilhões de unidades por ano. No Brasil, 1 bilhão de sacolas são distribuídas nos supermercados mensalmente – o que dá 66 sacolas por brasileiro ao mês.

O plástico filme, matéria-prima das sacolas, representa 10% de todo o detrito do país. E todo esse lixo, que não é pouco, vai levar anos para se decompor.

Em alguns lugares algumas alternativas já foram tomadas. Na Europa e Estados Unidos é comum o uso de sacolas de panos ou sacos ou caixas de papel. Em Nova York, as que levam a inscrição “Eu não sou uma sacola de plástico” viraram febre. Em São Francisco elas foram banidas.

Alguns países, como a Irlanda e Alemanha, cobram uma taxa por sacola. No caso da Irlanda o dinheiro é revertido em projetos ambientais.

No Brasil, a principal alternativa são as sacolas de plástico oxibiodegradáveis. Elas vêm com um aditivo químico que acelera a decomposição em contato com a terra, a luz ou a água. O tempo de degradação é de 3 anos, ou seja, 100 vezes menos que o plástico comum. O governo do Paraná aderiu à novidade por conta própria.

Em contrapartida, a indústria do plástico se defende dizendo que sem ele “não haveria computadores, seringas descartáveis, bolsas de soro e de sangue”. Relembrando a todos, também, que “o plástico tornou os automóveis mais leves, reduzindo a emissão de CO2, causador do efeito estufa” e que “são particularmente importantes para os consumidores que fazem compras a pé ou de ônibus”.

Os fabricantes se comprometem a produzir sacolas mais resistentes, estimular a utilização de sacolas plásticas de uso contínuo e desenvolver ações de educação sobre consumo responsável, coleta seletiva, reciclagem e utilização dos plásticos para a geração de energia.

Outra argumentação utilizada pelos defensores das sacolinhas, é que uma vez banidas vão faltar sacos para o descarte do lixo doméstico.

E você, de que lado está?

Fernando Assad Abdalla
www.doural.com.br

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Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/conteudo_255967.shtml